Como um simples travesseiro pode se tornar um super produto

Atualmente se vendem no Brasil em torno de 35 milhões de travesseiros por ano, segundo vários levantamentos feitos de diversas formas de análise.

Podemos dizer que de maneira formal são comercializados em torno de 3 milhões de travesseiros por mês e ainda pode-se afirmar sem nenhuma dúvida que esse mercado tem muito ainda a crescer no Brasil.

O brasileiro segue o modelo americano de produzir travesseiros e não o europeu e com isso a diferença é gritante.

Os europeus há séculos trabalham para desenvolver produtos de extrema qualidade e uma preocupação enorme com o conforto e a qualidade de sono que uma indústria pode oferecer, enquanto os americanos querem descobrir a todo momento como vender mais barato e produzir mais rápido, mas com qualidade também.

No Brasil acontece a mesma coisa e as indústrias no afã de competir, descobriram máquinas para produzir o que existe de pior para oferecer a uma pessoa dormir.

Trata-se de o que se chama de fibra em forma de rocambole e isso nos Estados Unidos provocou uma ruptura entre os que fabricam os travesseiros baratos à venda nos grandes magazines e os fabricantes que insistem em ser responsáveis também por quem compra e quer usar um travesseiro.

Cansaram de lutar para explicar a diferença e a decisão foi a de abandonar o uso da palavra “fibra” para o recheio dos travesseiros.

Quem fabrica travesseiros de fibra solta, oca e térmica passou há cerca de três anos a chamar esse recheio de “Plumas Alternative” e assim ir se distanciando de um nome de matéria prima que desvaloriza um travesseiro.

A Manufatura Brasil, que faz parte de um grupo de produtores de travesseiros que se reúne uma vez por ano em Nova York, decidiu seguir o mesmo caminho e valorizar essa matéria-prima chamando de “Plumas Alternativas”.

A diferença é gigantesca entre os dois tipos de enchimento.

O popular chamado de rocambole permite uma mistura de qualquer invenção de produto (fibras ocas e fibras recuperadas, restos dos tecidos dos travesseiros e outras invenções) para montagem de uma manta que através de uma máquina que a enrola igual a um rocambole e o corta automaticamente, torna esse produto um travesseiro sem qualidade.

Uma pessoa que dorme por mais ou menos 10 noites, com a transpiração entrando no interior dos travesseiros (70% da transpiração vai para dentro do travesseiro e 30% evapora) rocambole, esse produto se torna “chiclete”, ficando duro e parando de dar conforto em pouco tempo.

Muito ao contrário, um travesseiro feito com as fibras 100% soltas, ocas e térmicas dão ao usuário uma vida longa de convivência super confortável.

Enquanto as fibras soltas são abertas com as mãos pela dona de casa ou as camareiras nos hotéis (afofar os travesseiros) deixando sempre altos, exuberantes, gostosos e macios, os rocamboles não permitem que se abra as fibras afofando-as, pois elas vão se grudando em razão da forma de juntar esses vários materiais colocados no seu recheio.

Podemos ser criticados por alertar para um tipo de produto que se vende em milhares de peças no Brasil e dão lucro para centenas de indústrias e milhares de lojistas, mas assim como a hotelaria está começando a entender melhor como um hóspede precisa dormir, as pessoas estão precisando de orientação sobre o que está sendo feito de errado na produção e comercialização de travesseiros no Brasil.

Seguir a responsabilidade e o respeito que os europeus dão a quem vai dormir nos travesseiros ou seguir o modelo americano de vender muito sem preocupação nenhuma com o individuo ?

Para a nossa indústria, seguimos a máxima discutida anualmente nos Estados Unidos pelo nosso grupo.

Como um simples travesseiro pode se transformar num negócio responsável e lucrativo e mais ainda, sabendo que uma pessoa coloca seu rosto e aspira pelo nariz e boca o que existe de bom ou ruim dentro do seu travesseiro.

Felizmente os travesseiros de qualidade e responsabilidade estão ganhando muito prestígio e espaço nas lojas.

JACK STRAUSS

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